Em 30 segundos
Se você quer apenas a resposta rápida, aqui está:
- O salário não representa o custo total de um funcionário.
- Além do salário, existem encargos, férias, 13º salário e outros custos previstos na legislação.
- O custo varia conforme a atividade da empresa, o regime tributário e benefícios oferecidos.
- Contratar um colaborador pode ser um excelente investimento, desde que exista planejamento.
- Antes de contratar, faça contas e avalie se a empresa consegue sustentar esse crescimento.
“Encontrei a pessoa certa. Agora só falta combinar o salário.”
Essa é uma situação muito comum.
A empresa está crescendo.
Os clientes aumentaram.
Você percebe que não consegue mais dar conta de tudo sozinho.
Então encontra um excelente profissional.
Combina um salário de R$ 3.000.
E, antes de fechar a contratação, alguém diz:
“Lembra que o funcionário não custa só o salário.”
Na hora surge a dúvida:
“Mas então quanto ele realmente custa?”
Essa é uma das perguntas que mais ouvimos aqui na Rapport.
E a resposta é simples:
O salário é apenas uma parte do investimento que a empresa faz naquele colaborador.
Por que o custo é maior que o salário?
Imagine que você compra um carro.
O preço do veículo é apenas o começo.
Depois vêm combustível, seguro, manutenção, IPVA e revisões.
Com um funcionário acontece algo parecido.
O salário é importante, mas ele não representa sozinho o custo da contratação.
Existem outros valores previstos pela legislação e outros que fazem parte da própria operação da empresa.
O que entra nesse custo?
Sem entrar em cálculos complicados, normalmente a empresa deve considerar fatores como:
- salário;
- férias;
- adicional de férias;
- 13º salário;
- FGTS;
- contribuição previdenciária patronal, quando aplicável;
- benefícios oferecidos pela empresa;
- uniformes e equipamentos, quando necessários;
- treinamentos;
- exames ocupacionais;
- custos administrativos relacionados à folha de pagamento.
Dependendo da atividade da empresa, alguns desses itens podem variar.
Por isso não existe um percentual único que sirva para todos os negócios.
Então aquele comentário de que “o funcionário custa o dobro” é verdade?
Nem sempre.
Essa é uma das frases mais repetidas entre empresários.
Mas ela simplifica demais uma realidade que depende de diversos fatores.
O custo final muda conforme:
- o regime tributário da empresa;
- a atividade exercida;
- a convenção coletiva da categoria;
- os benefícios concedidos;
- a existência de adicionais;
- o enquadramento previdenciário.
Por isso, antes de acreditar em um percentual pronto, vale fazer uma simulação baseada na realidade da sua empresa.

O maior erro é olhar apenas para o gasto
Quando pensamos em contratação, é comum focar apenas na despesa.
Mas existe outra pergunta que deveria ser feita:
Quanto esse profissional pode gerar de resultado para a empresa?
Imagine um escritório de arquitetura.
O sócio está sobrecarregado.
Passa o dia resolvendo tarefas operacionais.
Não consegue visitar clientes.
Atrasa projetos.
Demora para enviar orçamentos.
Ao contratar um colaborador para assumir parte dessas atividades, o empresário ganha tempo para fazer aquilo que realmente gera receita.
Nesse caso, a contratação deixa de ser apenas um custo.
Ela passa a ser um investimento.
Um exemplo do dia a dia
Recentemente conversamos com um empresário que estava adiando a contratação do primeiro funcionário havia quase um ano.
Ele tinha receio dos custos.
Quando analisamos a rotina da empresa, percebemos que ele recusava novos clientes porque simplesmente não conseguia atender toda a demanda.
Ou seja, o custo de não contratar já era maior do que o custo da contratação.
Depois de organizar os números, ele percebeu que fazia sentido ampliar a equipe.
Esse tipo de situação acontece com muito mais frequência do que parece.
Como saber se chegou a hora de contratar?
Não existe uma fórmula.
Mas alguns sinais costumam aparecer.
Sua empresa talvez esteja pronta para contratar quando:
- você trabalha constantemente além do horário;
- começa a perder oportunidades por falta de tempo;
- a qualidade do atendimento diminui;
- prazos deixam de ser cumpridos;
- tarefas importantes ficam acumuladas.
Nesses casos, a contratação pode representar crescimento, e não apenas aumento de despesas.
Então, na prática…
Antes de pensar apenas no salário, faça uma análise completa.
Pergunte:
- Quanto esse profissional custará para a empresa?
- Quanto ele pode ajudar a empresa a faturar?
- Minha estrutura financeira suporta essa contratação?
- Existe demanda suficiente para manter esse colaborador?
Essas respostas costumam trazer muito mais segurança para a decisão.
Erro comum
Contratar porque “está tudo corrido”, sem analisar a situação financeira da empresa.
Ou fazer o contrário:
Não contratar por medo dos custos, mesmo quando o excesso de trabalho já está limitando o crescimento do negócio.
Os dois extremos podem prejudicar a empresa.
O que fazer antes de contratar?
Antes de publicar uma vaga, reserve um momento para responder estas perguntas:
- Minha empresa consegue manter esse custo pelos próximos meses?
- Qual será a principal função desse colaborador?
- Esse profissional aumentará a produtividade da empresa?
- Existe espaço para crescimento da equipe no futuro?
- Tenho apoio de uma contabilidade para orientar todo o processo de admissão?
Quanto mais planejamento existir, mais tranquila será a contratação.
Perguntas frequentes
O salário é o único custo de um funcionário?
Não. Existem outros custos previstos na legislação e despesas relacionadas à própria operação da empresa.
Toda empresa paga os mesmos encargos?
Não. O custo pode variar conforme o regime tributário, a atividade exercida e outras características da empresa.
Vale mais a pena contratar um funcionário ou um prestador de serviços?
Depende da atividade, da forma de trabalho e da legislação aplicável. Essa decisão deve ser tomada com cuidado para evitar problemas futuros.
É possível calcular esse custo antes da contratação?
Sim. Uma simulação feita com base na realidade da empresa ajuda o empresário a tomar decisões mais seguras.

Resumo da Rapport
Contratar um funcionário não deve ser uma decisão baseada apenas no salário.
Também não deve ser baseada no medo dos encargos.
A melhor contratação acontece quando o empresário conhece os custos, entende o retorno esperado e faz esse passo de forma planejada.
Um café e uma conversa resolvem muita coisa
Toda contratação representa uma nova fase para a empresa.
Ela traz responsabilidades, mas também pode abrir espaço para crescer, atender mais clientes e organizar melhor a rotina.
Na Rapport, gostamos de ajudar empresários a tomar esse tipo de decisão com informação, planejamento e tranquilidade. Porque contratar alguém não deve ser um salto no escuro, e sim um passo consciente no crescimento do seu negócio.


