Reforma Tributária e Split Payment: O que Muda para os Empreendedores

Balança da justiça fiscal com impostos, burocracia e símbolos da reforma tributária e split payment em um cenário urbano

A Reforma Tributária é um dos temas mais discutidos nos últimos anos no Brasil. Seu objetivo é simplificar o sistema de impostos, reduzir burocracias e tornar a cobrança mais justa e eficiente. Entre as diversas mudanças propostas, ganha relevância a integração de novas formas de arrecadação e fiscalização, como o Split Payment.

Para empreendedores digitais, prestadores de serviços e empresários em geral, entender como essas mudanças afetam o dia a dia é essencial para manter a conformidade fiscal e garantir a saúde financeira do negócio. Neste artigo, vamos explicar o que muda com a Reforma Tributária, como o split payment se encaixa nesse contexto e quais os impactos práticos para sua empresa.

A Reforma Tributária busca reorganizar o sistema de impostos brasileiro, considerado um dos mais complexos do mundo. Entre os principais pontos:

  • Unificação de tributos: criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), substituindo impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
  • Simplificação da cobrança: objetivo de reduzir sobreposições e conflitos de competência entre União, Estados e Municípios.
  • Transição gradual: implementação prevista em fases para adaptação das empresas.

Essas mudanças afetam diretamente o fluxo de caixa, a precificação de produtos e serviços e o modo como as empresas precisam se organizar para cumprir suas obrigações.

O Split Payment (pagamento dividido) é um mecanismo em que o valor pago por um cliente é automaticamente separado e destinado às diferentes partes envolvidas, incluindo o fisco. Ou seja, parte do valor já pode ir direto para o governo, sem passar pela conta do empreendedor.

Exemplo prático:

Um cliente paga R$ 1.000,00 por um serviço. O sistema pode dividir automaticamente:

  • R$ 850,00 para o prestador do serviço.
  • R$ 100,00 para a plataforma intermediadora.
  • R$ 50,00 destinados aos impostos (IBS ou CBS, conforme aplicável).

Esse modelo de arrecadação é defendido como uma forma de reduzir a sonegação, simplificar a vida do contribuinte e aumentar a transparência nas transações.

Gráfico comparando benefícios como segurança e transparência com desafios como complexidade e custos de adaptação da reforma tributária.
  1. Maior automatização da arrecadação
    O split payment reduz a necessidade de cálculos manuais e de emissão de guias, já que os impostos podem ser retidos diretamente no ato do pagamento.
  2. Redução da sonegação
    Como os tributos são recolhidos automaticamente, diminui-se a chance de empresas deixarem de pagar ou atrasarem suas obrigações.
  3. Transparência para o contribuinte
    Empreendedores terão clareza sobre quanto recebem líquido e quanto foi destinado aos impostos, favorecendo um planejamento financeiro mais assertivo.
  4. Possíveis desafios tecnológicos
    A implementação exige sistemas de pagamento robustos, integração com órgãos governamentais e plataformas de gestão adaptadas.
  5. Impactos no fluxo de caixa
    Como parte do valor não chega a entrar na conta do empreendedor, o controle financeiro precisa ser ainda mais eficiente.
  • Obrigatoriedade futura: a depender da regulamentação, o split payment poderá ser obrigatório em determinados setores ou transações.
  • Interação com o IBS e CBS: esses novos tributos devem ser recolhidos por meio do sistema, substituindo diversos impostos atuais.
  • Fiscalização mais eficiente: com a digitalização, o fisco terá acesso em tempo real às operações.

⚠️ Atenção: ainda existem muitas discussões em andamento sobre como será feita a aplicação prática dessa medida. É fundamental acompanhar as regulamentações.

  1. Revisar processos internos: empresas devem atualizar seus sistemas de gestão para integrar o split payment.
  2. Registrar valores corretamente: mesmo com a retenção automática, é essencial registrar tanto o valor bruto quanto o líquido das operações.
  3. Emitir notas fiscais alinhadas: garantir que as notas fiscais reflitam a nova sistemática de cobrança de impostos.
  4. Investir em consultoria contábil: ter o apoio de especialistas é fundamental para navegar nas mudanças.
  • Acreditar que não será mais necessário apoio contábil: apesar da automação, a contabilidade continua sendo crucial.
  • Não registrar os tributos retidos: mesmo recolhidos automaticamente, devem constar nos relatórios financeiros.
  • Ignorar o planejamento tributário: a escolha de enquadramento e estratégias fiscais ainda faz diferença.
  • Acompanhe de perto a implementação da Reforma Tributária e suas fases.
  • Adapte sistemas de gestão e meios de pagamento para suportar o split payment.
  • Mantenha contato com seu contador para receber orientações atualizadas.
  • Planeje o fluxo de caixa considerando que parte do valor não chegará a entrar na conta da empresa.

A combinação da Reforma Tributária com o split payment representa uma verdadeira transformação na forma como empresas e empreendedores se relacionam com o sistema fiscal brasileiro. Se, por um lado, traz simplificação e mais segurança, por outro exige adaptação tecnológica e maior controle financeiro.

Para os empreendedores, o segredo será estar preparado, contar com assessoria contábil de confiança e adotar boas práticas de gestão. Assim, será possível transformar essas mudanças em oportunidades de crescimento.

Na Rapport Contabilidade, atuamos como parceiros estratégicos dos empreendedores, oferecendo orientação especializada para que sua empresa esteja pronta para as mudanças que vêm pela frente.

➡️ Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar seu negócio a se adaptar à Reforma Tributária com segurança e eficiência!

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Helena Pauli

Sócia fundadora da Rapport Contabilidade. Formada em Contabilidade e em Análise Fiscal pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI. Atua na área contábil há mais de 10 anos, ajudando empresas e profissionais a gerenciarem seus negócios com menos burocracia e mais crescimento.
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Helena Pauli

Sócia fundadora da Rapport Contabilidade. Formada em Contabilidade e em Análise Fiscal pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI. Atua na área contábil há mais de 10 anos, ajudando empresas e profissionais a gerenciarem seus negócios com menos burocracia e mais crescimento.

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